Moulin Rouge

moulin-rougeMoulin Rouge! (2001 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

E os musicais voltam ao cenário cinematográfico, depois do sucesso de Moulin Rouge. Com visual deslumbrante, canções pop facilmente conhecidas do público, em novos e belíssimos arranjos, o filme conta uma história de amor açucarada, e melodramática, com exageros, muito requinte, e sofisticação. Muitos de nós estávamos, desacostumados, ao gênero, Baz Luhrmann acerta em cheio, numa grande possibilidade de retomada.

Paris, início do século XIX, com tristeza, Christian (Ewan McGregor) nos relata sua história. À revelia do pai, ele muda-se à cidade-luz, pretende ser escritor. Chegando à cidade, o rapaz ingressa num grupo teatral de boêmios. Com eles, conhece o grandioso cabaré Moulin Rouge, o coração noturno da cidade, e a cortesã Satine (Nicole Kidman) -grande estrela do lugar. Paixão à primeira vista, no coração de ambos surge uma paixão avassaladora. Mas este é um amor impossível, já que Satine está compromissada com o Duke de Monroth (Richard Roxburgh).

A trama não é mais que uma história de amor, revestida por um fabuloso visual, com estravagância. E esse exagero de cores, melodramas, e mundo pop, o frenético, orquestrado pelo diretor Baz Luhrmann, permitiram a união simétrica entre os departamentos técnicos. O resultado salta aos olhos do público (direção de arte, figurino, fotografia), até a inusitada mistura de óperas com músicas de gente como Nirvana, Beatles, Madonna, Elton John, Kiss e outros.

Nicole Kidman e Ewan McGregor soltam a voz divinamente nas canções, o dueto na música Your Song é dos momentos mais deliciosos e românticos. Kidman imprime charme invejável, uma verdadeira diva na tela, enquanto McGregor jorra emoção de seus olhos. Química perfeita entre os atores, quando Jim Broadbent aparece, o público é coroado com uma atuação estupenda.

A cena em que Zidler, Satine e os demais tentam convencer o Duke a patrocinar a peça teatral de Christian é fantástica. Frenética e criativa, um show de canto e dança. Baz Luhrmann soube usar o vermelho e seus tons com muito apuro, e transformar um roteiro simples num filme mágico e irresistível. Em grande estilo, a volta dos musicais.

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