Juventude Transviada

Publicado: fevereiro 3, 2003 em Cinema
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juventudetransviadaRebel Without a Cause (1955 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Clássico marcante, da década de cinquenta, praticamente sinônimo da temática da dificuldade de relacionamento entre pais e filhos adolescentes. As atitudes rebeldes dos jovens confusos que não conseguem encontrar nos pais uma figura que lhes sirva de apoio, e ajude a enfrentar esta fase de transição na vida de cada um.

O adolescente Jim Stark (James Dean), personagem símbolo da juventude da época, tem causado muitos transtornos para seus pais. Na esperança de solucionar os problemas a família muda de bairro, para afastá-lo das amizades (acho que já vi esse filme atualmente). O pai é submisso, a autoritária é a esposa. Jim sempre se revolta com as atitudes do pai (típico) e as discussões em casa são freqüentes. No novo bairro, ele conhece sua vizinha Judy (Natalia Wood), que também tem suas dificuldades de relacionamento familiar, e participa da gangue da escola. A gangue não vai com a cara de Jim de cara, e o líder deles arruma briga com Jim que acaba desafiado a um perigoso racha num penhasco.

Nesse dia conturbado, Jim ainda tem tempo para fazer amizade com o estranho Platão (Sal Mineo), um garoto que vive com a empregada, já que seus pais estão sempre viajando. Ele tem diversos problemas e trata-se com um psiquiatra. Platão vê na figura de Jim um mito (não só ele, como o mundo todo), tudo o que ele gostaria de ter em seu pai.

James Dean personifica o personagem rebelde que tanto agradou a uma juventude pós Segunda Guerra Mundial. Seu charme e coragem contagiaram homens e mulheres espelho para tantos rebeldes sem causa. O roteiro simples é confuso no desenrolar da história, tudo acontece muito rápido, o que o torna artificial. Os personagens são bem criados em sua essência, os problemas em casa são autênticos e nos fazem lembrar nossas próprias casas. Mesmo tão emblemático, está longe de estar entre os melhores trabalhos do diretor Nicholas Ray. Uma das piores passagens é a garota que na mesma noite em que o namorado morre, já se engraça com outro, sem derramar uma lágrima sequer. James Dean o tornou este clássico absoluto.

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