Cabo do Medo

Cape Fear (1991 – EUA) 

Max Cady (Robert De Niro) foi preso por estupro e agressão, passou quatorze anos num e lá, autodidata, se tornou culto e seu próprio advogado. Na época em que foi julgado, o defensor público de seu caso foi Sam Bowden (Nick Nolte), cujo comportamento não foi exatamente condizente ao seu juramento, uma espécie de pré-julgamento de seu cliente. Sedento por vingança, Max dá início a um jogo psicótico de perseguição e ameaça à Sam e sua familia (esposa e filha adolescente.

Era um projeto bem pessoal de Robert DeNiro, que Steven Spielberg iria dirigir, mas por conflitos na agenda, a dupla convenceu a Martin Scorsese a encabeçar esse remake de Círculo do Medo. Scorsese imprime seu jeito autoral, com apreço pela violência, enquanto busca recriar a narrativa e o clima do cinema de gênero dos anos 60. É curioso a linguagem, os cortes secos nos close-ups, a trilha sonora. Por outro lado, o suspense que transforma o vilão num supervilão indestrutível, sempre um passo à frente, chega até ultrapassar o exagero (que o dia a sequencia no barco).

Ainda assim, há muitos destaque no filme, da interpretação visceral de DeNiro, passando pela estreia de Juliette Lewis no cinema como a Lolita que entra no jogo erótico com o estuprador, mas também essa construção do advogado que busca em atitudes nada ortodoxas uma maneira de se defender, um lado vilão despertado que coloca em discussão o quanto somos corretos sob pressão.

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