La Cérémonie (1995 – FRA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

A abastada família Lelièvre procura uma empregada doméstica para residir na casa da família, localizada um pouco distante do centro de uma pequena cidade interiorana francesa. Com boa experiência e referências, Sophie (Sandrine Bonnaire) é contratada e rapidamente conquista, não só Catherine Lelièvre (Jacqueline Bisset) como a todos com sua eficiência.

Por mais que ela seja uma mulher um tanto estranha, muito quieta e seca, guardando segredos e um repetitivo “não sei” entre os lábios. Todos da família demonstram certa preocupação com Sophie e com reserva tentam aproximar-se, seja oferecendo consultas médicas ou disponibilizando um carro caso ela necessite, porém nada disso parece alterar a pacata e quieta Sophie que passa seu tempo livre comendo chocolate ou sentada no chão de seu quarto assistindo programas infantis na tv.

Claude Chabrol sutilmente incorpora o tom de suspense psicológico à trama, explorando minuciosamente música e posicionamentos de câmera, ao seu modo, criar ares de thriller. Chabrol ainda permeia sua história com a diferença entre classes sociais, a jovem Melinda acusa seu pai (Jean-Pierre Cassel) de fascista a todo momento, mesmo que ele demonstre zelo por Sophie. Um certo sentimento de culpa dos mais ricos em deixar os outros à margem, não oferecendo o mesmo conforto que possuem, não deixa de ser um discurso socialista vindo de uma voz burguesa que apenas vocifera, mas muito se aproveita dos confortos que o dinheiro lhe oferece.

Finalmente Sophie cria algum vínculo social ficando amiga de Jeanne (Isabelle Huppert), uma funcionária do correio muito falante, atrevida e curiosa que adora ler correspondências e saber da vida dos outros. As duas escondem passados obscuros e a amizade aflora um lado mais leviano de cada uma delas, de duas mulheres aparentemente inofensivas a dupla torna-se nada menos que diabólica. E o final apoteótico entre Mozart e o total descontrole humano eleva o clima há alguns momentos exasperantes. Baseado-se livremente no livro A Judgment in Stone de Ruth Rendell.

comentários
  1. Andre disse:

    Excelente filme, com duas atrizes impressionantes, pena que não encontro o DVD. André

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