Madame Bovary

Publicado: outubro 6, 2004 em Cinema
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Madame Bovary (1991 – FRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

O escritor Gustave Flaubert foi perseguido à época do lançamento de seu livro por ser considerado de conteúdo altamente imoral, desde então, várias foram as adaptações ao cinema. Claude Chabrol filmou uma das mais célebres visões da esposa entediada, durante o século XIX, entre infidelidades e luxúrias buscando a felicidade.

Emma Bovary (Isabelle Huppert) vive o dilema constantemente entre o tédio e o desejo, o casamento se torna um fardo, as boas intenções do marido em agradar acabam sempre frustradas. Insatisfeita, volúvel, triste, e com todo o conforto que a nova burguesia pode lhe oferecer, Bovary busca seus prazeres em bailes, em vestidos finos, e nos galanteios dos homens.

Emma acaba sucumbindo aos seus próprios erros na importuna tentativa de se realizar, a filha de camponeses descobre a vida de romantismo e luxúria, o céu e o inferno, a ingenuidade e a altivez levando-a ao funesto. Chabrol mantem indiferença à personagem, filma o essencial, por mais que traga o sufocante, a angústia de alguém liberando seus instintos. Madame Bovary parece deslocar o aborrecimento a tudo, mais cedo ou mais tarde. Seus amantes trazem jovialidade, sua filha é um aposto, mera boneca para apresentar às visitas.

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