Camille Claudel

camilleclaudelCamille Claudel (1988 – FRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Um talento autodestrutível, uma obsessão compulsiva, e uma mania maníaca de acreditar que é boicotada por seu ex-amante. Esses comportamentos marcaram o fim da vida de Camille Claudel. A excepcional escultora passou seus últimos trinta anos num manicômio, trancafiada e distante da família, suplicando por atenção e afeto. Qual motivo levou essa mulher brilhante a um final tão triste? O amor.

O famoso diretor de fotografia Bruno Nuytten estreava na direção, sua escolha foi a de adaptar o livro de Reine-Marie Paris que segue a linha de raciocínio, defendida por alguns, que Camille Claudel seria mais talentosa e teria sido usada por seu amante Auguste Rodin (Gérard Depardieu). Para interpretar a escultora, Nuytten escolheu sua esposa à época, Isabelle Adjani, e abusou de seus conhecimentos para esbanjar na fotografia, recriando a França do século XIX, e intensificando o clima claustrofóbico da última fase da história.

A narração segue a ordem cronológica dos fatos, desde quando Camille conhece, e passa a trabalhar como aprendiz de Rodin. O escultor, já famoso, costumava relacionar-se com suas aprendizes. E com Camille não foi diferente. O caso de amor é tratado por Nuytten de forma burocrática e tradicional, desperdiçando-se assim a oportunidade de exaltar a arte. Pouco se explora das obras desses dois monstros da escultura ou de seus métodos e inspirações.

Pois bem, Camille não consegue permanecer como a amante, cobra de Rodin exclusividade e desfaz-se o relacionamento. Começa seu calvário, incapaz de domar seu próprio gênio. A cada dia afasta-se mais do convívio social, tranca-se em casa com suas esculturas, e passa a acusar Rodin de boicote, de podar seu sucesso. Nesse ponto entra em cena a capacidade de Adjani atuar, a angústia, a loucura, o auto-aprisionamento, tudo está prescrito no olhar da atriz. Adjani se coloca como um vulcão em erupção em cada cena, Camille quebra esculturas, atira pedras na casa de Rodin, exprime seu isolamento em cada detalhe melancólico de seu rosto, como nas esculturas de Camille que pouco faltavam para ganhar vida própria.

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