Escola de Rock

escoladerockSchool of Rock (2003 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Descontração, o que mais pode se querer de uma comédia? Qualquer filme que se preze, a fazer o público rir, deveria esbanjá-la. E o que não falta aqui é descontração orquestrado pelo camaleão do cinema americano atualmente, Richard Linklater. A história é bem batida, na verdade é a união de duas ou três velhas histórias, clichês mesmo. Um roqueiro fracassado é demitido da banda, sua vida é a música, e ele planeja montar uma nova banda, só que ninguém está interessado. Ao mesmo tempo, vivendo na pindaíba, precisa descolar uma grana, antes de ser expulso do apartamento que divide com um amigo.

Dewey Finn (Jack Black) finge então ser outra pessoa, e assume como professor substituto numa escola tradicionalíssima, com alunos da mais alta sociedade. Por sorte, Dewey percebe naquelas crianças de dez anos músicos talentosos e decide formar com eles sua nova banda. Ao invés de aulas, ensaios. Ao invés de geografia ou matemática, a história do rock. Durante semanas ensaiam, às escondidas, para que consigam participar de um concorrido concurso de novas bandas de rock.

O clima auto-astral proporcionado por Jack Black e a molecada que o acompanha é o principal ingrediente dessa comédia descompromissada e cativante. A irrealidade da trama é posta de lado, Linklater não nega os clichês. E, por não tentar ludibriar o público, na tentativa de forçar como possível aquilo que não é, o cineasta consegue trabalhar com os clichês a seu favor fazendo deles elementos imprescindíveis no filme, como a configuração da sala de aula com alunos dotados de características específicas e bem pertinentes.

A construção do personagem Dewey é de uma riqueza impressionante, em se tratando de uma comédia desse naipe, passa por leves transformações na história, pequenas coisas que o relacionamento com essas crianças lhe traz. São mudanças palpáveis, possíveis, de egocêntrico e orgulhoso, Dewey passa a integrante de uma equipe, onde usa sua experiência para buscar em cada um o melhor de si. A menina gordinha que se sente envergonhada, o pianista solitário que gostaria de ser “maneiro”, o guitarrista que não consegue extrapolar sua veia musical por ser recriminado pelo pai. Em cada momento desses Dewey doa sua sensibilidade, perdendo aos poucos aquele egocentrismo de sua vida.

Não é de grandes momentos ou risadas incontroláveis, mas com uma trilha sonora recheada de grandes clássicos do rock, músicas da banda com clima gostoso e um Jack Black inspirado em cada segundo, Escola de Rock é diversão garantida do começo ao fim, descontração absoluta.

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