Cidade Sem Limites

Publicado: julho 6, 2005 em Uncategorized

(En la Ciudad sin Límites, 2002 – ESP/ARG)

Entre dispensáveis modernidades na arte de filmar, com efeitos moderninhos de movimentação de câmera, ângulos e outros aspectos (como fotografia, efeitos sonoros). E um roteiro que almeja insinuação de suspense, se esforça para convencer disso e mais tarde prova que não era bem assim. Além de uma trama rocambolesca que se apresenta como extremamente dispensável (novamente) no que tange algumas relações familiares. Até que o filme dirigido por Antonio Hernández (Lisboa/Oculto) conseguiu encerrar-se de maneira delicada, bonita, realmente singela. Tivera optado por essa linha desde o começo, teria um belo e homogêneo filme.

Como o filme quer ser suspense, é fácil imaginar a atmosfera que teremos. Max está internado em Paris, prestes a sofrer uma cirurgia para retirada de um tumor, na verdade ainda está a se decidir essa intervenção cirúrgica. Os filhos levam uma briga velada pela empresa farmacêutica que ficará como herança do pai, apenas o caçula Victor que mora na Argentina se mantém distanciado desse assunto, preocupado apenas com a saúde do pai. Aparentemente Max não está em seu juízo perfeito, e achando que entrando no jogo alucinógeno do pai poderá reconfortá-lo nesse momento difícil, Victor começa a destrinchar pistas de uma história de quarenta anos envolvendo até o partido comunista espanhol.

Ainda não consegui entender o porquê dos conflitos familiares propostos por Hernández, a família é dissecada completamente, os casamentos frustrados, relações amorosas entre cunhados, esposas trocadas por babás, ambição. Não que esses temas sejam utópicos, porém de nenhuma valia para a trama derradeira, para o tal e enigma de Rancel que circunda o filme até sua meia-hora final. Não saber encaixar as peças é um defeito crucial, não foram mal filmadas, não foram mal interpretadas, apenas as partes destoam e a minimalista história de Max se perde nesse amontoado de pequenas intrigas.

Victor (Leonardo Sbaraglia) Max (Fernando F. Gómez) Marie (Geraldine Chaplin) Carmem (Ana Fernández) Eileen (Leticia Brédice)

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