A Igualdade é Branca

Publicado: janeiro 5, 2006 em Cinema
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aigualdadeebrancaTrois Couleurs: Blanc (1994 – FRA/POL)  estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Não guarda a mesma genialidade de seu antecessor. Aquela efervescência que exalava de cada cena, de cada detalhe, passam levemente distantes dessa vez. Nessa segunda parte da trilogia das cores, representando a cor do meio da bandeira da França, Krzysztof Kiéslowski leva a ferro o conceito de igualdade. Trata de forma crua, rude, a igualdade sob forma de vingança. É um filme mais seco,  e com alguns detalhes que parecem desconexos. Basicamente narra a desolação de um cabeleireiro polonês, morando em Paris, que é pego de surpresa ao ser intimado pelo judiciário para tratar de seu divórcio. A esposa é francesa (Julie Delpy) e alega que o casamento nunca foi consumado, e ele não pode negar que não seja verdade, por mais amor que sinta por ela.

Dominique arquitetou minuciosamente seu plano, para ficar com todos os bens do casal. Karol é totalmente surpreendido, acaba na rua da amargura, tendo que se virar para voltar para a Polônia e recomeçar sua vida. Mesmo tomado de amor, ele deseja vingança, está exposto ao princípio de igualdade que tanto Kiéslowski queria. Numa cena crucial Dominique reclama que mesmo que ela diga que o ama, ele não entende (problemas com o idioma), trata-se de um momento forte, duro, ainda que distante da beleza que a cena final nos guarda, do que se verá atrás dos binóculos.

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