Tão Longe, Tão Perto

Publicado: janeiro 23, 2006 em Uncategorized

(In weiter Ferne, so nah!/Faraway, So Close!, 1993 – ALE)

Continuação de Asas do Desejo, Win Wenders (Paris, Texas) volta a inserir anjos como protagonistas de seu filme. Dessa vez logo após a queda do muro de Berlim, Cassiel é quem de tanto observar os humanos e acaba se tornando um deles, bem a tempo de salvar uma menina que estava caindo da varanda do apartamento. O filme alternar-se entre preto e branco e colorido diante da alternância da câmera, ao focalizar uma cena sobre a visão de um humano a imagem está colorida, já na visão dos anjos fica em preto e branco.
O começo é sonolento, cheio de passagens poéticas e reflexivas, mas é um exagero que fica difícil coordenar o raciocínio para assimilar tudo. Quando Cassiel torna-se humano o filme dá indícios que vai começar, ele sai a procura do anjo do filme anterior que também se tornou humano. Acaba tomando algumas atitudes pouco ortodoxas, demonstrando que a vida de carne e osso é bem diferente daquela que os anjos idealizavam.
E o filme vai caminhando meio sem eira nem beira, até piorar de vez no final com algumas seqüências no mínimo curiosas. Pareceu-me que Wenders perdeu a mão, não soube desenvolver o que tinha em mente, seu estilo de filmar é pouco para segurar um filme tão inconstante. Até Mikhail Gorbachev arrumou uma ponta no filme. Por mais perto que você se esforce, o filme parece cada vez mais longe… Está certo que tudo que escrevi é uma leitura pobre do filme, mas ele não é muito animador também.

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