Mostra – diários # 16 (repescagem)

Foi tudo muito corrido, acordar e correr no cartório, e ainda chegar a tempo da sessão de repescagem no Cinesesc, lá encontrei novamente o Chico e ele me apresentou um casal cuja senhora de cabelo vermelho eu tinha muita curiosidade em conhecer, porque a vejo desde a primeira Mostra que freqüentei, lembro dela saindo emocionada numa sessão de um filme do Manoel de Oliveira e se recusando a votar com uma frase do tipo “quem sou eu para dar nota para esse homem”.
Os planos com os amigos saíram quase conforme o planejado, claro que com atrasos na programação, mas saiu um passeio na Benedito Calixto, com direito a almoço no Consulado e sessão de cinema (filme que passou na Mostra, mas já tinha estreiado, muito legal ver o público aplaudindo). Nessa sessão estava o famigerado trio e acompanhado da diretora Sarah Moll (que deixou um dvd com o filme dela, veremos nos próximos dias), ela fala espanhol e entendeu quase todo o filme do Cão Hamburguer, e adorou, se emocionou, torceu, ficou triste. Saindo de lá voltamos ao apartamento do Andrews, entre sair para balada e ficar batendo papo escolhemos… assistir um dvd (isso é doença hehe), depois alguns ainda foram cair na gandaia, como a Sarah não estava bem eu e Stela ficamos de prontidão assistindo João Gordo. Quanto penso que acabou a Mostra, apareceu mais alguma coisa, domingão teve mais.

 

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias – maravilhoso. O filme consegue ser doce, sutil, delicado, e tratar de política, e retratar o Bom Retiro e suas culturas judaicas, e mostrar o mundo pelo olhar de uma criança, e retratar a tristeza, a saudade, a dificuldade em se relacionar, os problemas para se adaptar a uma nova cultura. E o filme é bem humorado, e reconstitui a época perfeitamente (não só na direção de arte, principalmente no clima). E tem a Copa do Mundo, e toda a atmosfera que estamos acostumados a viver, a empolgação dos jogos, e Cao Hamburguer administrou tudo isso e nos oferece um resultado fabuloso, imbatível como o melhor da Mostra.

Pecker – esse aqui não tem nada a ver com a Mostra, mas como esse blog virou uma bagunça total que é impossível saber o que vai sobreviver a partir de agora, vamos falar do filme. Comédia trash do John Waters, começa nos embalando com música leve e um aperitivo do humor que teremos pela frente. É puro passatempo, filme bobo, divertido, roteiro fraco, tenta criticar a fama, se envereda por caminhos tortos, mas tem sua graça.

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