Cabiria (30ª Mostra)

Publicado: janeiro 15, 2007 em Uncategorized

Cabíria (Cabiria, 1914 – ITA)

Três séculos antes de Cristo, o Mediterrâneo é palco para uma ferrenha guerra entre Roma e Cartagena. Numa erupção do vulcão Etna a pequena Cabíria perde-se de sua família burguesa, e levada por piratas, acaba vendida como escrava em Cartagena. O filme de Giovanni Pastrone começa com uma força impressionante, a pequena Cabíria é apenas um adendo dentro da história de vai e vem de poder, reis e derrubadas. Somos totalmente hipnotizados pelo espetáculo de um cinema tão rico numa época sem recursos, eis sua magia.
Um filme audacioso, primeiramente por ter sido percussor em várias técnicas cinematográficas (por exemplo, na utilização da luz, no manejo da câmera). A fotografia vive em ziguezague de cores, ora com predominância fortemente verde, ora dourado, ora roxo, ora vermelho, um espetáculo. E também audacioso por sua grandiosidade, filmado em diversos países, uma história épica narrada com voluntarismo e um exemplar dinamismo. É verdade que na última hora o impacto dilui-se. As idas e vindas chegam ao cansativo e Cabíria apenas representa esse perde e ganha de poder.
Mas até chegar nesse ponto temos o romano Fulvio e seu escravo Maciste protegendo-a de todas as formas, até serem expulsos do vilarejo onde encontraram Cabíria. Ainda assim, incansáveis, retornam dez anos depois, a fim de resgatá-la definitivamente. E os momentos de ápice no Templo de Moloch (onde os nativos desejam sacrificar Cabiria oferecendo-a ao deus). Patrone conseguiu proezas imensuráveis, um filme histórico (não só no tema), um marco para o cinema, mesmo que se repita em seus momentos finais, ainda assim não deixa de ser um exemplar cinematográfico.

Cabiria – criança (Carolina Catena) Cabiria (Lidia Quaranta) Fulvio Axilla (Umberto Mozzato) Maciste (Bartolomeo Pagano)

MÚSICA DA SEMANA:

DOIS RIOS
(Skank – composição: Samuel Rosa, Lô Borges, Nando Reis)
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão

O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos

Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão

O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão

Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações

O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão

O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos

Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações

Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

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