Mostra SP – dia # 6, 7 e 8

Esse ano não deu, primeira semana e 32 filmes vistos, o blog ficou p/ milésima prioridade, já nem sei mais quem encontrei, quando encontrei, só posso dizer que dos amigos Alberto e David ainda faltavam, agora restam poucos. Aliás, nesse ano poucas emoções, um longo papo com uma venezuelana simpática, algumas corridas debaixo de chuva, e sempre ótimas companhias dos amigos. O filme-evento foi um espetáculo a parte, Marilia Gabriela simulando um orgasmo foi algo incrível, indescritível. E vamos aos filmes que são o que interessa, e Renato pára de matar os velhinhos da Mostra pq eles estão todos perambulando por aí rs. Ah, ordem cronologicamente de filmes Tb foi p/ espaço, vou escrever aleatório de alguns, e depois completo (nessa levada os preferidos dos últimos dias).

El Orfanato
Obra-prima! Não há uma vírgula a ser acrescentada nesse verdadeiro espetáculo cinematográfico. A história envolvente, surpreendente e emocionante, um show de direção de arte e fotografia, a câmera alternando-se entre planos abertos e fechados, leves travellings, rotações em 360º, seqüências emocionantes sem cortes, e sustos, muitos sustos. Sob meu ponto de vista temos aqui um filme perfeito, irretocável, uma fantástica viagem de horror, fantasia, drama e suspense.
A Desconhecida
Tornatore cria aqui um thriller mais que competente, uma estrangeira começa a rondar um prédio na Itália até conseguir emprego por um módico salário. Lentamente vamos descobrindo seu verdadeiro alvo e pequenas pistas nos apontam quais são seus reais interesses, enquanto isso cenas intercalam-se com abusos sexuais em mulheres e estranhas orgias. Quando tudo se encaixar no roteiro já estamos vivendo um misto de amor e ódio e envolvidos demais para discernir entre certo e errado.
Estação Seca
A vida humilde entre as regiões áridas africanas, fome, violência, desrespeito. Um jovem rabugento, nervosinho, em busca do assassino do seu pai, no seu caminho uma padaria precária e uma relação de frieza e carinho com o homem que praticamente o toma como filho. Um final surpreendente e mais que digno desse belo filme sobre relações humanas, sobre sentimentos e principalmente sobre a capacidade de perdoar.A Praça do Salvador
Esse filme joga sujo porque não impõe limites a dor de uma família. O princípio de desmoronamento se dá com a quebra da construtora onde dezenas de famílias investiam seu dinheiro na casa própria. Morar com a sogra, os problemas financeiros, brigas, acusações, desespero, violência, traição, a cada novo dia o âmbito familiar é destroçado de uma forma irrecuperável, quando tudo parece terrível pode ficar pior (há quem chegue no fim do poço e ainda comece a cavar para ele ficar ainda mais fundo).

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
Se pensarmos que mais da metade do filme acontece dentro de um quarto de hotel com apenas três personagens, então podemos dizer que o dinamismo e maestria do diretor são algo louvável. O tema é tabu, o filme é duro, não tem vergonha em nos expor aos detalhes mais doloridos, a atingir ao desespero dos personagens e depois ainda consegue resgatar um tapa de pelica na sociedade romena do fim da Guerra Fria. Não é arrebatador como era de se esperar, mas que tem muita coisa boa e muitas lições a serem tiradas, isso é inegável.

 

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2 comentários sobre “Mostra SP – dia # 6, 7 e 8

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