Mostra – mais alguns grandes filmes

Publicado: outubro 30, 2007 em Uncategorized
Esse ano não teve jeito, até aqui 52 filmes, e se mal consegui tempo para comer e dormir, atualizar o blog é que não teve espaço mesmo. Pelo menos tenho visto muita coisa boa e agora tendo voltado ao trabalho vou atualizando aos poucos. Por enquanto estou colocando os que gostei, as decepções a gente passa depois.

A Retirada

A sensação é de que Amos Gitai coloca a mão dentro do nosso peito e arranca o coração fora. A cena daquelas pessoas sendo retiradas de seus territórios, com um mínimo de violência, mas um terror de ver a terra onde viveram anos e construiram suas vidas sendo assim retirada de seus pés devido a acordos políticos, disputas religiosas e etc. Ao ler os noticiários não nos damos conta da complexidade dos acontecimentos, o que a desocupação da Faixa de Gaza representaria para a população que ali estava, e a forma como essa desocupação ocorreria. Gitai novamente nos dá nova perspectiva sobre fatos, com imparcialidade, com respeito a todos os envolvidos, seu filme já começa de forma fantástica no trem, uma palestina e um judeu conversando, uma discussão com um policial e a questão do que é realmente nacionalidade? Apenas um pedaço de chão? Gitai é obrigatório.

À Prova de Morte

O frescor do cinema de Tarantino não tem mais nada a provar a ninguém, por mais que sua necessidade extrema de ser cool e cult chegue a nos estafar em alguns momentos, ainda assim ele é mestre no tipo de cinema decidiu seguir. E este filme é um deleite, com direito a uma das cenas de perseguição de carro mais emocionantes do cinema, um vilão marcante, diálogos marcados por sedução e suspense (no tempo certo, sem pressa nenhuma). Tarantino nos delicia com altas doses de emoção, com gargalhadas constantes e com uma história de nos deixar estupefatos. Delírio total.

Padre Nuestro
Histórias de mexicanos imigrando e sofrendo muito nos EUA nós já estamos cansados de ver. Mas Christopher Zalla conseguiu a proeza de oferecer algo mais em seu filme, além de uma edição eficiente, uma fotografia cinza perfeita à atmosfera e uma narrativa contagiante. Além das aguras de sempre, fome, violência, pessoas transportadas em containers, há ainda a inocência, o sonho americano e o risco de confiar em desconhecidos. Daí surge uma trama dramática, um homem lutando contra si para reconhecer seu filho, um mar de variáveis e acontecimentos que culminaram num final de filme sufocante.

comentários
  1. RD disse:

    meu deus hehe meu recorde foi 30 e poucos num ano que comprei o pacote de 30 e vi mais alguns, mas com integral tem que ver filme mesmo pra compensar hehe

    Curtir

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