Mostra SP – última lista

Publicado: novembro 14, 2007 em Uncategorized
No feriado divulgo seus preferidos, abaixo os filmes que faltavam…

La Crème (La Creme, 2007 – FRA)

Praticamente um filme caseiro de Reynald Bertrand, sabe que a temática parecia tão interessante, mas o desenrolar vai tomando uma dimensão tão despropositada que toda a boa-vontade desce ladeira à baixo. Um homem ganha um creme “mágico” que faz com que as pessoas confundam aquele que usa com alguém famoso. Bertrand está discutindo a influência da fama, o poder que a mesma pode oferecer e a luta desenfreada que alguns lançam-se para consegui-la e mantê-la. Pena que corra tudo para o rocambolesco.

Atrizes (Actrices, 2007 – FRA)

Uma atriz ensaiando uma nova peça, uma relação conturbada com o diretor da mesma. Para piorar ela enfrenta a crise dos quarenta, e seu sonho de ter filhos anda com os dias contados. A magnífica atriz Valeria Bruni Tedeschi dirige e atua, mas a lembrança Cassavestes e seu Noite de Estréia é automática e ingrata. A cabeça perdida dessa atriz vivendo tantas crises (há situações familiares, saudades do pai) nos remete a uma série de situações que tornam os rumos dessa história um leve filme felliniano (sem o seu charme), mais parece que Tedeschi está enfrentando alguns de seus próprios medos e receios (isso só ela poderia afirmar).

Antes que Eu Esqueça (Before I Forget, 2007 – FRA)
Um escritor de meia-idade em crise de inspiração, angustiado, solitário. O filme dirigido e protagonizado por Jacques Nolot não passa de um muro de lamentações de homossexuais burgueses refletindo as dores da solidão, buscando subterfúgios nos braços de jovens gigolôs. São homens fracos emocionalmente, endinheirados, entediados, prontos para amenizar suas mazelas numa sessão de sexo. É o poder econômico moldando as relações humanas, e Nolot nos oferece um filme patinando em sua própria existência, sofrendo do tédio de seus personagens.

Em Paris (Dans Paris, 2006 – FRA)
A questão central é a relação dos dois irmãos e do pai, o mais velho sofre pela recente ruptura do seu relacionamento com a esposa voltando para a casa do pai. Já o mais jovem trata-se de um conquistador nato, capaz de flertar num único dia com três mulheres, mesmo que conheça uma pela rua, outra o espera horas em sua casa e assim vai. As diferenças entre irmãos são gritantes, um totalmente desprendido, o outro equilibrado e depressivo, e no meio o pai zeloso, preocupado em diversos graus com ambos. Christophe Honoré tem estilo próprio, tenta aproximar-se de Truffaut, só que trata suas questões de maneira tacitamente obtusa, seu filme não planeja ser verossímil nas ações, porém dialoga com uma incomunicabilidade que poucas vezes lhe é útil.

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