Cinema: Lemon Tree

Publicado: setembro 9, 2008 em Uncategorized

(Etz Limo, 2008 – PAL)
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Você é uma viúva palestina que cuida de um pomar de limoeiros que seu pai plantou há mais de cinqüenta anos. Daqueles lindos limões amarelos que oferecem um suco delicioso (segundo todos os que tomaram no filme) tirou a subsistência para criar os três filhos (principalmente após a morte do marido). Até que chega o novo vizinho, ninguém menos que o Ministro da Defesa de Israel, e além do batalhão de jornalistas, seguranças e militares, eis que o Serviço Secreto decide cortar as árvores porque elas atrapalham a segurança do Ministro.
Esse mundo é completamente louco mesmo, não acham? Quando o Ministro escolheu a casa não reparou nos limoeiros da vizinha? E como tem o poder, quem está lá há décadas é que deve aceitar as medidas necessárias para garantir a segurança e conforto do recém-chegado? O filme dirigido por Eran Riklis é mais um a apontar a situação irremediável dessa região, e parte dessa simplicidade para humorizar com os israelense, o faz de forma falsamente discreta, na verdade é impiedoso (principalmente com relação ao militar da guarita fazendo testes ridículos). Os vizinhos brigam na justiça porque Salma Zidane (Hiam Abbass) não consegue aceitar a destruição daquilo que lhe é mais sagrado, a situação chega aos jornais, à Suprema Corte; sem que os vizinhos tenham trocado uma palavra entre si. Nesse quadro, Mira (Rona Lipaz-Michael), esposa do Ministro, é peça-chave, sua insatisfação não consegue mantê-la calada por tanto tempo.
A infelicidade do filme está na relação da mulher sofrida com o advogado solitário, desviando atenções e colocada num tom de quem pretende abraçar o mundo de temas. Salma já tinha dramas e conflitos demais, não precisava desse fio de esperança de sua libido. Mais um filme despertando os absurdos que a humanidade se propõe, a invasão da casa de Salma após o atentado, e principalmente a falta de limões no jantar de gala da casa do Ministro são os momentos mais emblemáticos e competentes de um filme que nasce necessário, mesmo que não seja urgente em sua linguagem.

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