Gomorra

gomorrahGomorrah (2008 – ITA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Matteo Garrone é bastante petulante ao sonhar, que retratando diversas histórias, em narrativa fragmentada, poderia fazer um raio-x da Camorra e das minúcias do seu funcionamento no submundo. De efeito prático, consegue apenas causar medo, demonstrar a fraqueza e delinqüência dos jovens, a dependência da população, o sangue que jorra diariamente. Seu filme é um panfleto, um olhar microscópico sob algumas influências da máfia siciliana. Sua preocupação não é a de nos identificarmos, por isso não sabemos exatamente quem são aquelas pessoas, o que pensam, como vivem, e por isso falta dramaturgia e desenvolvimento dos personagens.

O filme basicamente reflete a relação de cada um deles com a Cosa Nostra que é sinônimo de dinheiro, morte, poder. E num discurso carregado de fatos reais (nos créditos) temos a certeza de que aquelas são algumas das pequenas e terríveis verdades que assombram dia a dia da Itália (e todos os países do mundo). A Camorra anda enraizada na sociedade italiana há anos que mais parece um cancer incurável. Gomorra é um filme explosivo, de peças soltas pelo ar, e irregular por um próprio desejo de Garrone em se tornar definitivo.

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