Vencedor do Goya 2009

Publicado: junho 25, 2009 em Uncategorized

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Camino (Camino, 2008 – ESP)
Javier Fesser quase te faz odiar seu filme de tão carregado no melodramático, atinge sim o detestável, aquela câmera fechada em caras e bocas de angustia, aquelas frases colocadas rumo à exaltação, a garota na cama do hospital e todo a exploração do sofrimento. Tudo bem, é “baseado” em história verídica, mesmo assim não deixa de ser modorrento. Por outro lado, Fesser é mais um que consegue exibir doçura nas relações entre crianças, nesse universo pueril. No meio disso tudo a Igreja Católica, mais precisamente a Opus Dei, e aquela relação de agradecimento da doença vai te enervando, aquela mãe com dogmas religiosos tão enraizados, a irmã entregue à vocação, o pai aparece como uma alternativa de oxigenar essa radicalização, respirar por breves instantes fora dessa vida claustrofóbica. No fato real, a igreja corre na missão de santificação dessa menina que amou a Jesus até em seu leito de morte, no filme Fesser mostra um caminho diferente. Num deboche escandaloso (e na fase final esse fato torna-se relevante, praticamente sobrepõe-se a toda história quase como a verdadeira razão de existir do filme) o cineasta que já trabalhava sob os clichês da falsidade camuflada que os religiosos fervorosos se prezam no intuito “do bem maior”, parte então para essa provocação audaciosa sobre as verdadeiras razões do amor de Camino (Nerea Camacho) por Jesus.

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