Limite

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Primeiro a lenda que cerca este único filme de Mário Peixoto, um grau de sublimação à máxima potência, para ilustrar, o considerado por muitos, o melhor filme brasileiro de todos os tempos. E a meu ver, sim o mais artístico de todos. Lenda essa que afasta parte do público, e transforma os poucos que o descobriram numa casta seleta, quase seres de outra galáxia. Parecer muito à frente do seu tempo é um triste eufemismo, porque até hoje ele está à frente. Não se conseguiu exprimir sentimentos de forma mais pura e visceral do que naqueles fragmentos de lembranças misturados a tamanha expressão da natureza. A imagem agigantada a um dicionário de sensações, de desespero, tristeza, desmotivação.

Duas mulheres e um homem num barco à deriva, em elipses suas trajetórias são narradas, até aquela situação inóspita, desesperançada, melancólica. Fugas de prisão, mortes, traições, caminhos que os levaram ao destino a mercê do vento, da tempestade, do destino a que o mar desejar.

Limite talvez esteja num patamar que o cinema somente ousou, e de tão absorto e sensitivo oferece traduções das mais eloqüentes e profundas. Incrível com um fiapo de historia e um conjunto de cenas tão simplórias, e ao mesmo tempo, capazes de interpretações oriundas da alma. Filme a ser revisto, em busca de melhores compreensões, de sua magnitude, de seus simbolismos, e dessa simplicidade que ecoa dentro da mente de quem se deu ao trabalho de descobri-lo.

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