Greenberg

Publicado: agosto 8, 2010 em Uncategorized

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Greenberg (2010, EUA)
Nada em excesso consegue ser bom, o cinema indie americano surgiu como uma possibilidade, uma oxigenação após a pasteurização do mainstream, estávamos renegados a ausência de criatividade, presos aos interesses puramente econômicos (sim cinema é um negócio, sempre precisa dar lucro), mas se a agradável brisa do indie americano deixou alguns bons filmes (e deve continuar deixando), ele também segue oferecendo obras para serem esquecidas, principalmente quando os clichês do mundo praticamente tomam conta de uma história.
E aqui é assim, os personagens são depressivos e losers, não se encaixam em nenhum grande padrão da sociedade, a trilha é sempre bonitinha, a linguagem, a maneira de filmar, o cineasta Noah Baumbach leva tão a risca a fórmula que seu filme não passa de um produto rotulável e nada criativo onde o excêntrico quer ser um personagem quando não temos nada além de algumas bizarrices solitárias e uma maneira mais complicada de se relacionar com a maioria das pessoas. Greenberg não se dá com seus amigos, nem mesmo com a garota que está flertando ele consegue algo além do esquisito, do espinhudo, e o filme é tal qual seu personagem, incapaz de se relacionar com o público.

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