Mademoiselle Chambon

Publicado: agosto 9, 2010 em Uncategorized

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Mademoiselle Chambon (2009 – FRA)
Gente humilde encantando-se por um pouco de cultura, por quem possa lhe proporcionar algo além da rotina pouca rica, a paixão que atravessa a descoberta da música clássica para alojar-se no coração. A esposa trabalha numa editora, na parte de impressão e encadernação, o marido é pedreiro. Quando, por uma necessidade momentânea, ele precisa buscar o filho na escola durante alguns dias descobre a bela e solitária professora do garoto (mulher discreta, toca violino, não conhece ninguém na cidade, usa roubas tristes e até antiquadas, de uma beleza simples).
Jamais o filme de Stéphane Brizé rende-se à paixão, é tudo muito contido, privilegiando a falta de diálogo, os olhares sem graça, Brizé acredita que pelo silêncio seus personagens poderia expressar-se melhor do que com palavras. Difícil entender tamanho encantamento do público por uma história que desgasta-se por pouca coisa, que gira em pequenas cenas em que o significado está presente no público e não nos atores, nós nos incomodamos, eles não. Uma paixão de emoções econômicas, um desenrolar pacato, esperado, correto, um filme que pouco tem a dizer além de um par de cenas onde os atores se esforçam a tirar de tudo de si, porém a direção não lhes oferece nada, assim fica difícil.

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