Following

Following (1998 – ING) 

Em seu trabalho de estréia, Christopher Nolan já apontava para uma de suas características marcantes. Não, não eram grandes seqüências com efeitos especiais ou perseguições, e sim roteiros cerebrais, extremamente racionais, e um desejo de embaralhar o público. Uma vontade nata de surpreender, de pegar desprevenido. Filme de baixíssimo orçamento, branco e preto, os cenários ou são apartamentos, ou bares, ou as ruas mesmo, resumindo: o que se tivesse disponível sem custo.

A história de um aspirante a escritor, contando a seu terapeuta sobre a obsessiva manifestação de seguir estranhos pela rua, sem motivo aparente, apenas pela curiosidade de segui-los. E assim, de descobrir para onde iam, em que horário. Nesse hobby bizarro, sua regra era não repetir qualquer pessoa, não possuir um alvo. Dessa brincadeira, ele cai nas garras de um malandro profissional, cujo hobby-profissão é de invadir casas que estejam vazias, tirar coisas do lugar, roubar cd e outros pequenos objetos, e simplesmente viver da emoção e dos pequenos frutos dessas invasões.

A trama planeja tornar-se complexa, nas mãos de um jovem visionário como era, e é Nolan, ganha contornos de um filme esperto. E ,se guarda uma reviravolta, como esperança de grande sacada, nas minuciosidades temos parte da complexidade que estaria presente nos próximos filmes desse cineasta, que não passa indiferente. Following é quase um trabalho experimental, talvez uma obra de conclusão de curso, é um filme milimetricamente pensado.

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