O Clube dos Cinco

Publicado: novembro 18, 2010 em Uncategorized
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The Breakfast Club (1984 – EUA)
 
Quando John Hughes começa o filme com aqueles carros parando um a um na porta da escola, os familiares despedindo-se dos filhos com broncas, os quais passarão o sábado todo de castigo na escola, estava o cineasta pontuando exatamente as diversas tribos por onde os adolescentes se dividem (ou se dividiam na década de oitenta). O atleta, a patricinha, o malandro, o cdf e a maluca (indie). Agora vamos mais adiante, após os confrontos entre eles, as horas de convivência monótona presos na biblioteca, os cinco sentam-se em círculo no chão. E ali, cada um a seu modo, desabafa um pouco de seus problemas (e basicamente são dois, os convívios escolares e a relação com os pais), John Hughes prova que na essência eles são exatamente iguais. Podem gostar de se vestir assim, ou da musica X ou Y, não importa, em maior ou menor grau, eles enfrentam os mesmos problemas, sempre considerando que sua vida é difícil, julgando os demais com o pouco e egocêntrico critério que possuem. Ali Hughes chega a nos fazer emocionar, fica nítido a cada um deles que vivem de seus estereótipos, de suas panelinhas exclusivistas (e assim viverão sempre), quando são apenas jovens encontrando um caminho (que preferencialmente seja o oposto dos pais, por mais que a cada dia mais se assemelhem a eles). Entre as confissões, as brigas, os momentos de extravasar, cinco opostos percebendo que por mais carregados de pré-conceitos e cegos à sua volta, há logo ali diante dos seus olhos um mundo a ser descoberto, pessoas interessantes que apenas cultuam o diferente, e um universo de experiências esperando por eles.

comentários
  1. Eduardo Aguilar disse:

    Fala Michel!

    Endereço novo, hein? Estou descobrindo agora -rsrs-, e se Hughes soube como poucos falar da adolescência (se ainda não o fez, veja outros filmes do cara), ainda q. seu melhor trabalho seja sobre adultos “Antes só do que mal acompanhado”, fica aqui a sugestão para assim q. vc. dar uma nova chance a Kiyoshi Kurosawa, se vc. não ficou com boa impressão do “Pulse” que considero a versão moderna de “Clube dos Cinco” mudando o contexto da escola para a geração internet cada vez mais virtual e solitária, eu indico duas obras-primas do cinema moderno: “Cure”, sobre um serial killer que age via hipnose. É desnorteante! E ainda, “Seance”, q. por conta de uma sessão comodoro tb. ficou conhecido por aqui como “Sessão Espírita”. É um filme sobre a desestruturação do ser-humano nos tempos atuais, o “crer” e o “não crer” em meio ao “se perder”. Dê chance ao Kiyoshi, vc. irá “descobrir” o gde diretor do cinema moderno.

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  2. Eduardo Aguilar disse:

    Fala Michel!

    Que negócio é esse de levar o Ailton pra comer a “melhor” esfiha de sampa? rsrs Bom, vc. está intimado a me apresentar este lugar.

    Gde abraço, Edú Aguilar

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  3. Chico Fireman disse:

    Este filme é sensacional.

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