127 Horas

Publicado: dezembro 19, 2010 em Uncategorized
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127 Hours (2010 – EUA)
 
 
A primeira pergunta que Danny Boyle deve ter-se feito ao optar em trazer ao cinema a história de Aron Ralston (James Franco) era como tornar dinâmica uma narrativa de um homem com sua mão presa a uma pedra enorme por cinco dias. Um lugar inabitado, onde o sol bate por menos de 1 hora ao dia, e esperar socorro é como encontrar uma agulha num palheiro. Aron e seu drama dividem a tela com sua mochila, sua câmera, sua corda, e demais apetrechos de aventuras de quem sai escalando por aí. Boyle optou pelo pop, câmera em angulos arrojados (muitas vezes torta, meio de lado), cortes rápidos, muito rock animado, tomadas e mais tomadas dos desfiladeiros. E trazer elementos de fora desse quadro estático, algum bom-humor como quem ri da própria desgraça, lembranças da ex-namorada, algo da relação com os pais. Aron fica ali, preso, quase sem esperança, clamando por um milagre enquanto distrai-se com o que sua mente lhe traz, com autocriticas e tudo que Boyle possa encontrar para não deixar aquele drama monótono. Como ele vai sair dalí (se é que vai sair) passa a ser não só uma pergunta do público, como uma necessidade agonizante nos minutos finais, e se pensarmos que James Franco praticamente não divide a tela com ninguém durante o filme todo, filmando num pequeno cubículo, a parceria Boyle-Franco pode se dizer que foi bem sucedida.

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