Lixo Extraordinário

Publicado: janeiro 28, 2011 em Uncategorized
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Lixo Extraordinário (2010)
 
Este documentário brasileiro surgiu timidamente, bem quietinho, sem causar grande alarde, até receber uma indicação ao Oscar da categoria. O fato é que o filme seria bem melhor na ausência de sua mola propulsora. O artista plástico brasileiro Vik Muniz (o artista brasileiro mais renomado no exterior atualmente, segundo suas próprias palavras) foi o mentor da ideia de buscar num dos aterros sanitários no Rio de Janeiro um grupo de catadores de material reciclável, e com eles criar arte, de alguma forma. Da pesquisa no campo para escolher os felizardos, até todo o processo de transformação do lixo em arte e os resultados internacionais do projeto, o que se vê é um documentário caminhando em duas frentes.
Numa delas os catatores demonstram sua simplicidade, mergulhamos em suas vidas, nas favelas que cobram R$ 15,00/semais de aluguel, e numa singeleza nata de cada um deles. De outro lado é um documentário feito para Vik brilhar, e nesse ponto é uma bola fora atrás da outra, ele se esforça para aparentar gentileza mas mete os pés pelas mãos a cada declaração, causando uma antagônica sensação no contraste com os catadores (coisas como agora tenho tudo e não tenho nada para conquistar doem os ouvidos enquanto aquela gente chora de emoção ao ver suas feições em verdadeiras obras de arte).
O filme, sem dúvida, sucita sensações óbvias como do-que-reclamamos-da-vida-quando-comparamos-nosso-conforto-aos-deles, contextualiza toda essa indústria de reciclagem, viaja num mergulho interessante do íntimo desses personagens, nos emociona na cena de Tião chorando após o leilão em Londres, porém fica a imagem turva da lembrança dos infelizes comentários de Vik Muniz. Dirigido por Karen Harley, João Jardim e Lucy Walker.
comentários
  1. Wallace disse:

    Ao assistir ao filme, confesso que não me incomodei tanto com Vik Muniz. Lendo agora os comentários negativos sobre ele que, na minha memória, me incomodo um pouco com isso. Realmente, quando ele meio que tenta mostrar que também foi pobre, e chega a dizer que poderia até ter se tornado um catador, soa meio forçado. Mas, de qualquer forma, gosto muito do filme. LIXO EXTRAORDINÁRIO me tocou, saí do cinema à beira das lágrimas. E o trabalho do Vik Muniz é mesmo extraordinário, seja ele arrogante ou não, e acho que o filme consegue deixar clara a força desse trabalho. Torcerei bastante por ele no Oscar.

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  2. Michel Simoes disse:

    Se não qual o sentido de ir pra São Paulo na casa onde o Vik morou, mas o doc tem coisas boas sim

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  3. jao disse:

    ruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuim dms puuuta que la meerda

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