A Aura

El Aura (2005 – ARG) 

O cineasta argentino Fabián Bielinsky se foi há alguns anos, encontrado morto num quarto de hotel em São Paulo. Seu legado foi curto, apenas alguns curtas e dois longa-metragens finalizados, e uma sensação de talento prematuro. Seu primeiro longa foi a pequena pérola Nove Rainhas (que revelou Ricardo Darín, e virou remake em Hollywood), por mais que alguns críticos tanto prefiram seu último trabalho, que chegam a considerar como o melhor filme argentino de todos os tempos.

E novamente temos Darín com protagonista, na pele de um taxidermista quieto, que sofre com ataques epiléticos, e brinca de planejar um assalto ao museu onde fornece suas peças. É tudo muito bem filmado, Bielinsky sutilmente dá formato sensorial ao seu thriller, os silêncio, os sons, o medo do perigo, do desconhecido e de um possível ataque, tudo envolto nesse exercício do cineasta em dar roupagem pessoal ao roteiro. A fotografia acinzentada, os leves travellings, e um personagem de ambição implosiva. Inseguro e autoconfiante, hipnotizado pela floresta e por um mundo que ele acredita que possa controlar.

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