Eternidade e um Dia

Publicado: maio 12, 2011 em Uncategorized
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Mia aiwniothta kai mia mera/Eternity and a Day (1998 – GRE)

Só a sinopse do filme de Theo Angelopoulos já oferece espaço para textos e mais textos, lindos, melodramáticos, e melancólicos. Um escritor num momento crucial da vida, sofrendo de uma doença terminal, resgatando através de uma carta o amor imensurável de sua falecida esposa, e assim por diante. No fundo, o que mais lhe dói, é a solidão, a distancia da filha que não entende o quão representativo algumas coisas são, valores que o dinheiro não compra. Nessa situação delicada, ele se depara com um pequeno garoto albanês refugiado na Grécia, uma boa ação motivada por um bom coração ou pela doçura do garoto. Pouco importa, por meio das recordações do escritor e de uma breve convivência com o imigrante, Angelopoulos traça não só um panorama dessa situação social deprimente, mas principalmente uma relação de ternura nos momentos em que eles brincam com a lenda do poeta grego que viveu na Itália muito tempo e ao retornar comprava palavras da população, para usá-las em seus poemas. Seu título óbvio é a completa tradução de seu ritmo vagaroso, que almeja, ao mesmo tempo, representar o hoje e a eternidade.

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