Carrie, A Estranha

Carrie (1976 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Queria abrir citando três destaques. Começo pelo grau de tensão sexual, comandada por Brian de Palma. Ele traz o pornográfico para dentro do terror psicológico de forma lúdica. A sequencia inicial é o melhor exemplo, no vestiário feminino, e é só o abre-alas, já que a tensão está nas relações entre as estudantes, entre filha e mãe (religiosa mais que fervorosa), e nos desejos reprimidos de uma jovem isolada do mundo. Disso falemos de Carrie (Sissy Spacek), seu rosto de boneca, e sua inocência tardia, que fazem da garota um encanto. E, de Palma consegue trazer doçura nas cenas de flerte, acreditamos naquele início de amor puro, ingenuidade latente.

E, sem esquecer, o mais óbvio, o fantástico domínio do cineasta, em nos fazer mergulhar nas transformações de Carrie White, na fúria reclusa, no universo adolescente. De Palma praticamente se coloca dentro do filme, quase dá pitacos nos comportamentos, é a mão que conduz, que aponta os caminhos, e o faz de maneira aterrorizante. O público agoniza petrificado com esse misto de libido, espiritualidade, amor, desejo, violência, inocência, e fúria. Carrie movimenta os objetos, e nos enlouquece nesse misto de terror e pureza.

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Um comentário sobre “Carrie, A Estranha

  1. Sabe que eu não curto muito CARRIE? Só vi uma vez e na televisão, mas não é dos De Palmas que mais me animam. Inclusive, já não gostei da atriz/personagem desde o começo. E quando a gente não gosta de quem supostamente deveria criar empatia, aí fica difícil.

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