Post Mortem

Post Mortem (2010 – CHL) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Sabe aqueles filmes que surgem de um único motivo, a necessidade de causar impacto com um acontecimento único, e dali é necessário surgir uma história, de alguém supostamente comum, para estar presente no momento fatídico? O cineasta Pablo Larraín narra o golpe de 1973, de alguma forma insere a morte de Salvador Allende na vida de um homem simples, mas tão simples, tão simples, que deixa de ser simples de vida tão modorrenta.

O quase elemento nulo é apaixonado pela vizinha, que dança em cabarés, vive de transcrever autópsias (mas incapaz de escrever à máquina de escrever). O tipo é uma variação de um personagem latino, que tem se repetido comumente nos filmes recentes. De vida singela, retraído, timidez elevada, monotonia ligada no talo, mas, se enquanto alguns filmes querem discutir a vida do homem médio, aqui um mero coadjuvante de luxo para a tal cena de “impacto”, que de impacto não tem nenhum (além é claro da importância historica inegável).

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2 comentários sobre “Post Mortem

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