Johnny Guitar

Publicado: julho 9, 2011 em Uncategorized
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Johnny Guitar (1954 – EUA)

Quase sua totalidade se passa dentro de um modesto cassino. Não é um faroeste de grandes duelos, de armas empunhadas. Ao contrário, Nicholas Ray opta pela ameaça, pelas acusações, e por aquela mania masculina de provar ser o mais forte, o melhor, ser o tal. O foco é a dona do cassino (Joan Crawford), odiada por parte da cidade (principalmente pela outra mulher forte da história, dona de uma raiva e inveja que a impulsionam), adorada pelo suposto vilão. Nesse cenário chega um forasteiro tocando violão, Johnny Guitar tem uma língua felina, o poder da ironia desnorteia os machões de arma na cintura. Além disso, há a delicadeza do amor, as explosões de sinceridade, toda a sequência varando a madrugada onde os amantes se acertam. Ray foge da realidade compulsiva, flerta com o feminismo, causa impacto com cores fortes e berrantes, e assim se diferencia do convencional, em todos os sentidos.

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