Apenas uma Noite – 35ª Mostra SP

Publicado: outubro 24, 2011 em Uncategorized
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Last Night (2010 – EUA/FRA)

Três anos de casamento, um apartamento charmoso em Nova York, o casal se arruma para a festa e praticamente não interage um com o outro, são momentos de duas pessoas que  apenas dividem o mesmo espaço. Ok, o cineasta estreante Massy Tadjedin já posicionou o conflito (não chega a ser crise), e a festa será motivo de despertar ciúmes de assumir atração física por uma colega de trabalho, e sair em viagem de negócios deixando cada um deles com a pulga atrás da orelha. Uma noite, duas frentes, Michael (Sam Worthington)
passa sua noite sob as investidas da sensual Laura (Eva Mendes), são cenas e mais cenas onde não se cansa do clichê e das atuações fracas. A tensão é falsa, aliás a falsidade está explícita na feição de dúvida, é tão óbvio onde tudo aquilo vai terminar.

Enquanto isso, a esposa (Keira Knightley) teve um encontro casual com seu antigo namorado (Guillaume Canet) e aceita o convite para um jantar. Aqui também há o clichê da mulher com medo de ser traída, frágil, quase uma presa fácil de um conquistador qualquer. Porém, ele não é um conquistador qualquer, e se há algo no filme de verdadeiramente interessante é essa relação. O frances de passagem pelos EUA em momento algum esconde seus sentimentos, e testa os limites que a garota impõe (me fez acreditar que se não estivesse acontecendo a outra perna dessa história, a relação de intimidade exacerbada seria a mesma, afinal, no meio da noite ela declara que “ama os dois”).

A vida também tem dessas coisas, as coisas acontecem naturalmente, relações terminam mesmo que na hora errada, quando ainda havia significados, coisas a se viver, e no reencontro essa sensação do se não seria melhor estarem juntos. Pouco importa o destino desses dois casais, Tadjedin consegue (pelo menos em 50% dessa história) uma tensão honesta, mesmo que por linhas tortas, ele pode até ter errado o tiro, mas conseguiu acertar um alvo, e isso já é alguma coisa. Mais um filme americano que vai atingir em cheio ao público médio, ainda assim, pode fazer um ou outro enxergar um quê de sinceramente em um ou dois personagens que sim, vivem suas carências, mas também essa inquietude da incerteza se o caminho escolhido foi ou não o melhor.

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