Attenberg

Attenberg (2010 – GRE) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Primeiro veio Dente Canino, do cineasta Giorgos Lanthimos, e o choque. Agora, é a  vez de Athina Rachel Tangari, e a mesma sensação, o mesmo tipo de cinema. Estaria surgindo um novo cinema grego que foi rapidamente abraçado pelos festivais? Espero que não. A linguagem narrativa, e a abordagem dos temas, trabalham em conjunto, em busca da quebra dos limites. Mergulhando profundamente no grotesco, usando de uma “generosa ingenuidade” de seus personagens impossíveis.

Se Dente Canino dialogava com um universo que até esteve nos noticiários mundiais, o filme de Athina, pretensamente, está falando da vida de quatro pessoas, mas não é verdade. Seu tema é Marina (Ariane Labed), uma jovem virgem, uma inocência no executar, e não no desconhecimento das coisas. O pai está à beira da morte, ela se divide entre conversas com ele no hospital e encontros bizarros com sua melhor amiga (Evangelia Randou), com quem ela aprende a beijar, além de fazerem dancinhas ridículas com vestidos idênticos (que só mudam a cor). Athina força a ingenuidade, joga temas tabus e os trata de maneira tão fria que causam asco. Quer chocar buscando a distancia, consegue mesmo o repudio pelo desagradável.

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