Inquietos

Publicado: novembro 27, 2011 em Uncategorized
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Restless (2011 – EUA)

Em Casa Vazia um sujeito invadia residencias quando os moradores não estavam, numa dessas visitas uma mulher se apaixona por ele. Ela passa a invadir com ele as casas. Inquietos começa com um jovem riscando no chão o contorno do seu corpo (como nos filmes policiais marcando onde estava o corpo da vítima), mais adiante na história o jovem está marcando o contorno do corpo dele e da namorada, e eles estão ali, caídos pelo chão (foto), de mãos dadas. Amor é isso, permitir que pequenos prazeres que eram só seus, possam ser divididos a dois, deixar outra pessoa inserir-se no que lhe é importante na vida.

Gus van Sant traz uma história de amor, novamente ele está trabalhando com a juventude, mas aqui, ao invés de tentar compreendê-la o cineasta está apenas pegando emprestado a idade dos personagens, utilizando-os como meio e não como tema. Ele (Henry Hopper), bem “ele é diferente”, traz à tona o que lhe assombra, por exemplo é penetra de funerais. Já ela (Mia Wasikowska) é daquelas que desperta o amor à primeira vista, a vivacidade, o entusiasmo em falar de Darwin e dos pássaros, a luva vermelha, o sorriso permanente, difícil é não se apaixonar por ela.

Só que ela vive as últimas semanas de um cancer terminal, são dois jovens encarando a explosão de uma bomba atômica no estomago e com prazo de validade a expirar. Pois, Van Sant explora toda a delicadeza do amor, aproveitando as pequenas coisas capazes de marcar as lembranças desses pequenos momentos. Um beijo na chuva, uma metáfora entre eles e um pássaro que canta só pela manha, a maneira carinhosa como eles se chamam. Enfim, essa coisa de saber viver o amor e brincar ao mesmo tempo, sem se preocupar com o julgamento de quem está em volta.

Em alguns momentos esbarra no sentimental, na mão mais clássica que também conhecemos na carreira de Van Sant, mas em sua grande maioria trata-se de um filme adorável, de silencios românticos e melancolicos. Annabel e Enoch, um filme de profunda tristeza, ainda assim recheado desse sabor de vivacidade, e aquele final lindo (que eu implorava para ser exatamente como foi).

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