A Invenção de Hugo Cabret

Publicado: fevereiro 25, 2012 em Cinema
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Hugo (2011 – EUA)

Se pensarmos no que Martin Scorsese representa para o cinema, financiando a recuperação de filmes antigos, dirigindo documentários sobre cinema italiano, além é claro de seu trabalho autoral, a representatividade desse filme se torna ainda maior. Afinal, o grande mote é a bela homenagem ao cinema, principalmente ao mágico Georges Méliès e ao cinema mudo. É Scorsese reafirmando sua vocação de resgatar o que está escondido, e dividir com seu grande público. Tudo começa com aquela imagem cortando uma estação de trem, de forma acelerada, apenas o abre-alas para a longa introdução antes dos créditos iniciais.

É verdade que dali em diante, o filme cai assustadoramente, é a fase mais infanto-juvenil da história, Hugo e sua relação com o pai, sua vida como orfão e etc. O garoto vive no mundo dos sonhos, sua própria história é uma bela fábula da subsistência. Quando surge a segunda metade com o resgate do cinema de Méliès e a história mistura realidade e ficção da biografia do cineasta, o filme dá um salto fabuloso, torna-se encantador, charmoso. A obra de Méliès se encaixa perfeitamente à história e ao 3D, o garoto (Asa Butterfield) é ótimo e descobrimos Sacha Baron Cohen como um ato dando vida ao inspetor cruel da estação de trem, e por fim, temos um golaço de Scorsese.

comentários
  1. […] 8º A Incrível Invenção de Hugo Cabret […]

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