Adeus, Primeiro Amor

Publicado: abril 24, 2012 em Cinema
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Un Amour de Jeunesse (2011 – FRA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Dois jovens apaixonados, o mundo é lindo, o universo faz sentido. Sem decepções, vivendo à beira das descobertas, a felicidade latente. Enquanto, a ela, esse amor é tudo na vida. Ele almeja mais, um pássaro querendo fugir da gaiola, descobrir o mundo. Ele parte com amigos a uma viagem na América do Sul, ela sofre, não pode entender como ele precisa mais do que aquele amor pode oferecer. Podemos ter 15, 25, 35 anos, amor é sempre amor, e quando ele vem, tem essa mania de fugir da razão, de ser quase absoluto e capaz de preencher quase todas suas necessidades. Aos 15 anos voce não entende, aos 25 não sabe, depois disso já deveria ter apreendido que ele é parte essencial da sua vida, jamais tudo.

Camille (Lola Créton) é daquelas pessoas que jamais saberá, seu amor por Sullivan (Sebastien Urzendowski) chega ao sufocante. Logo ele, um espírito livre, daqueles que quase não conseguem fincar raízes. Amam-se, se querem, vivem ritmos de vidas tão opostos. A cineasta Mia Hansen-Løve traz o frescor da Nouvelle Vague, narra a história desse primeiro amor, como quem observa, com leveza, o vento soprar em uma árvore. Jamais interfere no melodrama que empaca a vida de Camille, quando as cartas param de chegar a sua caixa de correio, enquanto ele está viajando. Ou quando essa jovem amadurece, vivendo uma nova relação com um de seus professores de arquitetura, vivendo o entusiasmo da profissão, e o equilíbrio no amor.

Até que Sullivan reaparece em sua vida, sempre seremos as mesmas pessoas ou apreendemos com o passar do tempo? Existem mesmo amores mal-resolvidos? Se identificar com a racionalidade de Sullivan ou com o peso que o amor causa em Camille não é tão impossível, e dessa forma, Hansen-Løve está nos tocando, nos fazendo entender personagens, reviver emoções, e até pensar em quão ridículos podemos ser em certas ocasiões. E, acima de tudo, está permitindo que esses personagens fluam por si mesmos, entre alegrias e decepções.

comentários
  1. Eden | disse:

    […] Filmes de Mia Hansen-Løve aqui na Toca: O Pai das Minhas Filhas | Adeus, Primeiro Amor […]

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