Traffic

Publicado: abril 28, 2012 em Uncategorized
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Traffic (2000 – EUA)

Nem parece o Steven Soderbergh dos filminhos de assalto de cassino ou outras produções pop com sua turma de amigos. Naquele que talvez seja o filme mais completo sobre o mundo das drogas, o cineasta começa inovando na fotografia completamente diferente entre os segmentos do filme. Um amarelo granulado para o lado mexicano em que se desenvolve a história de dois policiais (destaque para Benicio del Toro excelente) e o combate ao tráfico de drogas, o rumo já sabemos que são os EUA. No tom azulado e sombrio o lado político do homem responsável pela prevenção e combate das drogas pelo governo americano, sofrendo com o vício fora de controle de sua própria filha.

Por último, num tom mais vivo de cores, um traficante aceitando delatar todo o esquema de tráfico a fim de garantir imunidade, uma esposa descobrindo a verdade sobre os negócios do marido, os policiais que se entregam ao ofício. Traffic é vibrante e extremamente técnico (o que parece impossível, impecável e pesado, sem que a emoção seja realmente explosiva). Claro que todas as histórias se tornam apenas uma, porque afinal Soderbergh está aqui apontando todas as facetas do mundo das drogas. Nada escapa dos olhos dessa história, da produção e comercialização, até o combate e os pontos de vendas. O mundo micro e macro desse universo que enriquece alguns e enlouquece outros pelo vício desenfreado. Soderbergh realizou aqui o seu Os Bons Companheiros, deixando de lado o romantismo da máfia para examinar como um todo os que estão direta ou indiretamente ligados. 

comentários
  1. ailtonmonte disse:

    Esse filme me traz más recordações. Tinha acabado o namoro de longo tempo, estava com uma outra, mas muito angustiado, a festa do Oscar aconteceu no dia que eu vi o filme e eu acabei não curtindo nada: nem o filme, nem o Oscar, nem a nova namorada, que eu acabei não querendo mais. Só sobrou um aperto no peito. Como hoje sou quase um fã do Soderbergh, acho que revendo eu iria gostar mais.

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  2. ailtonmonte disse:

    Nem me fala, my brother… nem me fale..

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  3. De toda forma, não deixe de ler esse livro. Aliás, até agora não li nada de Bernard Cornwell que não fosse no mínimo MUITO BOM. Uma coisa que muito me agrada é que ele não tem “pena” dos seus personagens principais. Todo mundo está sujeito a ser mutilado, estuprado ou mesmo morto, o que dá ao leitor uma sensação de que eles estão enfrentando um perigo REAL — ao contrário, por exemplo, de Tolkien, que dos personagens principais em “O Senhor dos Anéis” só mata mesmo Boromir. O resto morre apenas aparentemente, para depois retornar vivo, lépido e faceiro algumas páginas adiante.

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