Reds

Reds (1981 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Qual o lugar desse filme na história do cinema? Praticamente não se fala nele, parece esquecido, assim como a carreira de Warren Beatty, alias é óbvio que o projeto saiu pelo prestígio de Beatty em Hollywood à época, e sua força pode ser medida se olharmos rapidamente para os seguintes pontos: filme sobre comunismo onde os soviéticos não são tratados como vilões, ainda antes da queda do Muro de Berlim.

Tudo bem que a primeira metade é unicamente focada no romance entre John Reed (Beatty) e Louise Bryant (Diane Keaton), e de uma forma até burocrática. As questões políticas que até então surgiam timidamente ganham contorno quando o jornalista Reed vai à Russia cobrir a Revolução Russa, o ano é 1917, e Reed se torna um ícone do socialismo soviético nos EUA. Algumas sequências impressionantes entre hinos e bandeiras vermelhas, contrastam com a grandiosidade da proposta do ator/diretor/produtor Beatty em tornar tudo um drama romântico-político.

Daqueles filmes grandalhões, voltados a prêmios no Oscar (e realmente arrebatou alguns como melhor direção), mas passados tantos anos se apresenta numa proposta cansada, um tipo de cinema que diz pouco sobre o tema em si, e vive nessa gangorra de uma cinebiografia focada num romance ou da importância histórica do americano que até hoje está enterrado ao lado do Kremlin, sem que ele pareça ser julgado pelo próprio filme.

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