Prometheus

Prometheus (2012 – EUA)  

Depois de mais de 30 anos e uma saga de 4 filmes, Ridley Scott (que dirigiu apenas o primeiro) volta aos extra-terrestres cheios de gosmas e loucos para aniquilar com os humanos. Dessa vez ele traz um prelúdio, fatos que vieram antes do famoso Alien. O filme começa uma espécie de “teoria” de que os extra-terrestres criaram os humanos e tornaram o planeta Terra habitável. Uma expedição embarca na nave Prometheus em busca de respostas.

Estamos diante dos questionamentos filosóficos sobre a origem da vida (o filme também toca muito no tema sexo e maternidade), se bem que a balela “intelectual” fica guardada aos que desejem realmente mergulhar nas teorias. Scott está mesmo interessado em abrir mil portas que o filme não as feche, e assim, obter espaço para novas continuações. O clima de suspense que foi o diferencial de Alien volta a funcionar muito bem aqui, por mais que se possa ter milhões de perguntas a respeito (como, por exemplo, porque com tanto lugar naquele planeta para se conhecer eles foram parar exatamente naquela “caverna”?).

De fato, a primeira metade é bastante interessante, as pequenas descobertas, o medo pelo desconhecido, a curiosidade, Ridley Scott deixa o público no ponto certo, sedento por saber o que é aquele líquido preto ou quando apareceram os primeiros seres vivos naquele lugar? Logo a seguir tem início a fase de filme de ação, e nesse ponto, por mais que as cenas de apuro técnico sejam impecáveis, voltamos a cair na vala comum dos filmes de salvação do mundo. Personagens mal-desenvolvidos (o capitalismo de alguns deles é algo, no mínimo, desnecessário), uma nova heroína (Noomi Rapace) de lingerie, e cenas de uma maratona física que atletas de decathlon não sobreviveriam (se bem que a cena da cirurgia é sensacional).

Quando o filme mergulha no desconhecido, na mística, sempre que há conteúdo, o caldo da sopa fica bem mais apetitoso.  Quando ele está apenas reciclando ideias velhas (suas ou de outros filmes, de 2001 a Independence Day), não passa de entretenimento puro e simples como qualquer outro filme menos grandioso. Michael Fassbender, o ator do momento, já que ele está em todas, interpreta um não-humano, na fase final do filme ele guarda uma interpretação inusitada, se antes ele já abusava com uma interpretação-homenagem a Peter O`Toole (citações de Lawrence das Arábias), dali em diante temos um a prova de um ator que pode trabalhar com “poucos recursos”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s