Juventude – Mostra Ingmar Bergman no CCBB

Publicado: julho 3, 2012 em Uncategorized
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Sommarlek (1951 – SUE)

O tolo amor aos 18 anos ganha os contornos profundos da mão densa de Ingmar Bergman. Uma bailarina angustiada antes de mais uma apresentação, chega em suas mãos um diário, fatos jamais esquecidos, que, naquele momento, voltam à tona de forma avassaladora. Voltando dez anos em um segundo, fatos que a marcaram de uma forma que superar parece um obstáculo intransponível  Bergman novamente absorto no mundo das artes, o camarim do teatro, atores se aprontando, e a bailarina que carrega as marcas de seu drama.

O diário traz o flashback e com ele um amor pueril, dócil, repleto das tolices romanticas dos 18 anos. Um amor de verão que traz a tona o lado mais romantico do cineasta sueco, seja no beijo que demora a sair, ou na presença do cão, praticamente testemunha desse amor. Para ele, a juventude é simples, o mundo dos adultos e da maturidade é que complica as coisas. Por outro lado, só enfrentando nossos medos e angustias, estamos aptos a redescobrir prazeres, há nos tornarmos abertos a reviver o que nossa juventude nos deu de melhor.

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