Last Life in the Universe

Last Life in the Universe (2003 – TAI) 

A imagem de um lagarto na parede, um livro infantil começando com “um dia o lagarto acordou e percebeu que estava sozinho nessa terra”, um bibliotecário japonês com mania de limpeza e pensamentos suicidas, e uma garota irritada com a prostituição de sua irmã.

Foi o filme que chamou a atenção do mundo ao trabalho do cineasta Pen-Ek Ratanaruang, um filme de posicionamento dúbio, de encontro com uma solução que não seja nem o “sim” e nem o “não”. Mas também de extravagancias e coincidências questionáveis (o clímax, com participação de Takashi Miike, é ingênuo).

Enquanto a tragédia aproxima Kenji (Tadanobu Asano) e Noi (Sinitta Boonyasak) em algo que não se pode identificar como amor ou amizade, a trama entrega parte das peças do quebra-cabeças que “explica” as razões desse bibliotecário ter se mudado a Bangcoc, sem falar a língua local.

Nessa estrutura enigmática e intimamente ligada ao livro infantil do lagarto Ratanaruang desenvolve esse jogo de dúvidas sem respostas claras, utilizando-se de seu estilo próprio de enquadramentos e planos longos, de elementos de fantasia inseridos a outros de doçura e violência. E ainda, ocasionalmente, revelando algumas cenas plasticamente belíssimas, com pitadas de afeto e desconsolo. Corpos deitados num sofá ou num banco de carro, gestos de carinho e o indecifrável teor romântico.

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5 comentários sobre “Last Life in the Universe

  1. *-* EU AMO ESSE FILME! Muito bom, não me cansso de rever. Li por aí e concordo, esse filme deve ser visto na dublagem original, isto é, com diálogos em japonês, tailandês e inglês, e não como já achei uma versão por aí que tudo estava em tailandês. A resenha está muito boa, vendo o trailer pode parecer só um filme de romance ou um tipo estrangeiro sobre a Tailândia, mas não é. Tem muito mais poesia, reflexão e simples fruição do desenrolar da trama… Parabéns!

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      • Eu procurei sim…se tiver alguma indicação…Dirigido por ele, também vi Monrak Transistor, é um filme bonito pela história e mostra mais a paisagem da Talilândia, pondo ênfase nas desigualdades e também envolve uma história romântica “diferente”. Ainda vou assistir “Invisible waves” (também tem o Tadanobu Asano, dei de correr atrás da videografia dele que não é tãaaao fácil de achar mas gosto das doideras que ele se mete). Tudo de bom aí!

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  2. Pingback: Samui Song |

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