O Castelo

Publicado: dezembro 14, 2012 em Cinema
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ocasteloDas Schloß (1997 – AUS/ALE)

Adaptação do livro homônimo e inacabado de Franz Kafka parece perfeito para o universo criado pela obra de Michael Haneke. Um agrimensor (Ulrich Mühe) chega a um vilarejo após ter aceitado uma proposta de emprego. Lá encontra o Castelo, um local secreto que administra o vilarejo, onde a população não pode entrar sem permissão prévia, um verdadeiro mistério embastecido por uma burocracia intransponível.

As barreiras e meandros que o impossibilitam de entrar no Castelo também o mantém longe da atividade ao qual fora contratado, tudo surge inexplicável, as condições são apenas impostas ao agrimensor que passa a viver naquela sociedade de maneira heterogênea, porém profunda. Tudo não soa como absurdo? Como alguém é contratado e não lhe é permitido realizar o trabalho e nem entrar em contato com quem o contratou e quem o proibiu? Qual a força da burocracia nisso tudo?

Como sempre Haneke só levanta questionamentos, seus cortes secos, as sequencias sem glamour, o sexo no chão de um bar, a bagunça inimaginável de um memorando entre milhares de papéis jogados no chão da sala de um dos administradores do Castelo. Se Haneke questiona, nunca será Kafka o que dará respostas, o cineasta segue a linha do incomodo (mesmo que não haja violência), aqui a violência é social no absurdo cerceamento dos direitos de um homem que não se torna escravo de ninguém, mas escravo do sistema.

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