Imitação da Vida

Publicado: janeiro 27, 2013 em Cinema
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imitacaodavidaImitation of Life (1959 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

É belo, é forte, cheio de ramificações, mas é muito melodrama. Realmente não houve ninguém capaz de tornar o melodrama tão palatável, tão factível, Douglas Sirk ficou conhecido como o Rei do Melodrama, faz jus ao estigma. Da bondade da loira, mãe-solteira, desempregada, que permite que a mulher negra mãe-solteira, também desempregada, venha morar em sua casa, ao sonho de se tornar estrela em Hollywood, passando por desilusões amorosas, preconceito e a negação de sua própria raça, o filme desenvolve perfeitamente cada um de seus personagens e dramas, capta as nuances, eclipsa as dificuldades.

São anos de trajetórias dos personagens, sempre com as mesmas opiniões, teimas, e problemas. Sirk é duro em manter a linha de raciocínio de cada personagem, em mantê-los dentro de seu próprio universo psicológico, isso é muito imitação da vida mesmo. Chega um momento que ou você se derrama em todo o melodrama, ou começa a acreditar que o exagero de problemas faz parte apenas dessa nuvem negra que cobre a cabeça dos personagens ininterruptamente. Nada que não nos mantenha envolvido com os dramas das adolescentes, a tristeza de uma mãe rejeitada e o estrelato de uma mulher que deixou de lado amor e família em prol de sua carreira de sucesso em Hollywood.

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