Salvai e Protegei

salvaieprotegeiSpasi i Sokhrani (1989 – RUS) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Aleksandr Sokurov utiliza o clássico de Gustave Flaubert como inspiração, sua Madame Bovary tem o ímpeto erótico, porém intimamente ligado a princípios filosóficos. Ela comemora nua com sua criança no colo por ter um amante, aliás fala em francês com seus amantes russos, num tipo de excentricidade que tanto pode ser da personagem, quanto da própria criação de Sokurov.

Se cada um está obstinado na vida há alguma coisa que fugirá completamente de seu livre-arbítrio, o dela é a insaciedade sexual. Naquele que deve ser o filme mais libidinoso de Sokurov, o corpo que desfila nu por quase todo o filme, enquanto pede o ato sexual com uma grande variedade de parceiros, sofre na carne por outras questões que essa saciedade impõe. Em sua interminável duração, Sokurov segue a aproximar seus flames a quadros, jamais vulgariza a exposição dos corpos, mas, sobretudo, cansa com seu vislumbre da heroína sofredora.

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Um comentário sobre “Salvai e Protegei

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