A Fantástica Fábrica de Chocolate

afantasticafabricadechocolateCharlie and the Chocolate’s Factory (2005 – EUA/ING) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

A refilmagem de Tim Burton do inesquecível clássico dos anos 70 não poderia ser pior. Além do diretor conseguir despediçar parte da magia infantil na maratona desenfreada pelo ingresso dourado (fica tudo tão banal, a comoção narrada nunca é sentida, afinal Burton é o cineasta do “sem-graça”), ele e seu comparsa (Johnny Deep) transforma Willy Wonka num Michael Jackson, com sua Neverland fabricando chocolates.

Aliás, chocolate é das raridades encontradas por lá, exceto o rio e a cachoeira, o chocolate é substituido por outros doces, sempre muito coloridos, porque Burton precisa de sua estética visual em cada detalhe, em cada doce. O roteiro desiste da busca pela ingeuidade da criança-de-coração-puro, para resgatar flashbacks de onde surgiram os Oompa Loompas, ou criar uma relação problemática de Wonka com o pai (que se torna o verdadeiro mote do filme).

Essa alteração drástica torna tudo um melodrama banal da necessidade de filhos serem reconhecidos pelos pais. As apresentações musicais não surgem naturais, apenas a coisa sombria dos ataques às crianças fica mais “Tim Burton”, o que condiz com a linguagem do cinema atual. O novo Willy Wonka é um desastre.

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