Arirang

arirangArirang (2011 – COR) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Kim Ki-Duk entrou em crise após um acidente ocorrido durante as filmagens de Sonhos, e passou três anos recluso. Até ai tudo bem, o problema é querer voltar à cena (e inexplicavelmente ele conseguiu, viva os deuses dos festivais) com um misto de pedido de piedade e reverência ao seu próprio trabalho.

Esse falso documentário, que o próprio diretor prefere chamar drama, e eu de “artificio de arrogância e necessidade de autoafirmação” se divide no dia-a-dia de Ki-Duk numa cabana, cozinhando e lavando os pratos, enquanto filma a si, levanta questões filosóficas e brinca d questionar a si mesmo sobre sua carreira, se fazendo de coitadinho.

Resumindo, ele usa o artificio para metralhar contra gente do cinema coreano, para reviver seus filmes e seus feitos, e tentar reposicionar sua carreira (que de promissora chegou ao insuportável). Deveríamos ser o fundo do poço, mas não, virou um recomeço, ele voltou a filmar e alcançou o apogeu com a premiação de Pietà em Veneza.

Canta, chora, grita, discute com si próprio. De loucura não há nada ali, é tudo arquitetado minuciosamente, em busca da compaixão do público e de seus colegas de profissão. A edição é ágil, pegada, quase frenética nas situações corriqueiras, enquanto a verborragia passa longe da ingenuidade.

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