Terra Estrangeira

terra-estrangeiraTerra Estrangeira (1996) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Depois de sua estreia no cinema, com A Grande Arte, Walter Salles voltava a filmar misturando influencias de seu trabalho anterior com um flerte inicial ao road movie (a qual se tornaria especialista). Voltamos ao governo Collor, o presidente e sua ministra da economia (Zelia Cardoso de Melo) tomavam o dinheiro de toda a população, tudo em prol do bem da nação.

Sonhos castrados, economias transformadas em pó, desespero. Salles (dividindo a direção com Daniela Thomas) volta ao mundo da marginalidade, da violencia por entre esquinas. Só que dessa vez fala de toda uma população sem perspectivas. Os personagens (jovens) apelando para formas ilicitas de sobrevivência (Alexandre Borges e Fernanda Torres), ou pecando pela ingenuidade (Fernando Alves Pinto), mas de maneira geral buscando a fuga do país.

Desse retrato caótico de situação econômica o filme migra para Portugal, brasileiros e mafiosos invadindo a Europa. A distancia de casa, os desencontros amorosos, a ausência de um alicerce. Do sonho à fuga desesperada pela sobrevivência, da esperança à necessidade de não confiar em ninguém. O road movie vira uma fuga, contrabando de jóias, o desejo de conhecer a cidade de seus antepassados, tudo se mistura com aquela fotografia preto e branco, que à beira da praia mostra um barco e um casal, na cena mais bela do filme, que mesmo irregular guarda seus momentos.

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