Apenas Deus Perdoa

onlygodforgivesOnly God Forgives (2013 – FRA/TAI/EUA/SUE) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Nicolas Winding Refn utiliza a força das cores como poucas vezes se viu no cinema, são berrantes, sólidas, praticamente perfeitas. Causam um vislumbre visual único, poderoso, impactante. Refn segue seu trabalho estilístico que já fora celebrado em Drive, seu cinema é violento, e puro estilo.

Mas esse estilo é tão soberbo que não permite espaço para o restante, Refn praticamente se coloca como um Tarantino sem grandes diálogos ou o espaguete que faz de Quentin o sucesso pop. Não, Refn faz mais o papel do estiloso autoral, aquele que não deixa espaço para discussão, e faz questão de vir à tona com uma história, no mínimo, não digestiva.

É a vingança, como em Kill Bill, há também uma loira capitaneando (no caso, Kristin Scott Thomas), mas estamos na Tailândia, entre boxeadores, o tráfico e um código de ética de marginais. Refn trabalha com a violência em câmera lenta, aliás com cada cena como se fosse definitiva, tenta fazer do timing seu trunfo, mas há tão pouco para preencher esse timing (além das cores tão preponderantes), que qualquer passo dessa vingança só parece com história contada por uma criança bem mimada.

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2 comentários sobre “Apenas Deus Perdoa

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