Medo e Desejo

medoedesejoFear and Desire (1953 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

O maior crítico do filme, talvez seja, o próprio Stanley Kubrick. Pesquise qualquer linha sobre a estreia do cineasta e descobrirá que foi feito com dinheiro do tio, que Kubrick praticamente o realizou sozinho (direção, roteiro, fotografia e etc). E que o próprio “pai” da obra fez de tudo para que o mesmo fosse esquecido, arquivado, proibido de ser exibido comercialmente (somente após sua morte que ele acabou relançado, o que não deixa de ser uma traição).

O jovem Kubrick cria uma guerra fictícia e um bando de soldados, sobreviventes da queda de um avião, encurralados pelo inimigo. No meio do perigo, enquanto tentam se salvar, criando uma jangada, enfrentam a insegurança e o medo e desejo (descritos no título).  Precário sob muitos aspectos, ainda assim, longe de ser essa vergonha que, aparentemente, Kubrick sentia pelo filme.

É interessante como a claustrofobia (individual e do grupo) toma aqueles soldados lentamente. A forma como agem entre eles, ou os instintos primitivos quando fazem uma local refém. Como seria uma das marcas de sua carreira, Kubrick, aos 24 anos, demonstrava uma abordagem diferenciada, completamente desprendida de nacionalismos ou sentimentalismos. Sempre crítico e inventivo, a precariedade técnica de sua estreia não ofusca o resultado final de um filme que vai do drama individual à tensão de um grupo em perigo.

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