Gravidade

Publicado: outubro 13, 2013 em Cinema
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gravidadeGravity (2013 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A solidão e a luta pela sobrevivência no espaço. Talvez, desde 2001: Uma Odisséia no Espaço, não se via sequencias, no espaço, tão magníficas. O Planeta Terra, pelos olhos dos astronautas (Sandra Bullock e George Clooney) é de uma imensidão azul fabulosa, hipnótica. Alfonso Cuarón se preparou para realizar um filme para marcar época, se tornar referência em tecnologia, e realmente o fez. Para isso, foram desenvolvidas técnicas de filmagens específicas, um aparato técnico que ajudará o desenvolvimento do cinema.

Numa das cenas, o público vê o espaço, estações espaciais, e tudo mais, por dentro do capacete de astronauta. Essa não é a única forma de simular imersão que Cuarón e se equipe conseguiram desenvolver, a sensação de presença no espaço é forte, como se saíssemos flutuando a qualquer instante. Um fato inesperado, a luta (ou escolha) pela sobrevivência, Cuarón não escapa da tentação de dramatizar, uma pena.

Ao transformar o espaço sideral num terapeuta infinito, onde, alguém desequilibrado emocionante, busca luz, uma válvula de escape, ou, simplesmente sobreviver longe da realidade, dá espaço ao roteiro para cenas melodramáticas, trilha sonora típica e a polarização do suspense nesse drama apostilado (made in Hollywood). Segue visualmente lindo, mas, a superação – não pela situação em si, mas por um bem maior, ligado ao drama pessoal da personagem de Sandra Bullock, é artifício barato capaz de desperdiçar o acontecimento cinematográfico que o filme parecia construir.

comentários
  1. Uma pena que o filme, assim como você disse, deixe a arte de lado e rume em direção a dramatização desnecessária. Mas, irei conferir mais pra frente! Abraço!

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  2. Fatima disse:

    Não entendo da forma como você colocou.
    É uma história que fala de perder-se. Perder-se não somente no espaço, mas dentro de si mesmo e encontrar-se após a longa jornada.
    Não se trata de dramatização desnecessária, são humanos perdidos, não máquinas. Portanto a personagem principal tem uma história de estar perdida na Terra e sua possibilidade de se reencontrar está no seu “naufrágio” no espaço.
    Como toda história de naufrágio, o herói tem seus dramas e a sensação de total perda e impossibilidade de voltar lhe dá possibilidade de reflexões a que não se submeteria em seu contexto de vida normal.

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    • Olá Fátima, obrigado pelo comentário e por dividir seu ponto de vista, aliás muito bem colocado. Concordo que a história seja sobre o tema e da forma que voce colocou, mas não consigo comprar, principalmente acreditar que uma pessoa num momento “perdida” na Terra conseguiria passar por todos os testes da NASA e ser enviada à Lua. Mas, cinema é isso, fantasia.

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  3. Murillo Szyller disse:

    Olá Michel,
    Talvez você tenha ido assistir ao filme em um mal dia.
    Assisti ao filme e lendo sua crítica, notei uma extrema falta de sensibilidade a proposta do diretor.
    Acompanho e gosto muito do seu blog, e pela primeira vez discordamos a respeito de um filme, por este motivo fiz questão de comentar.
    Um abraço.

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  4. Oi Michel. Conferi o filme ontem (com um certo atraso, mas antes tarde do que nunca) e concordo com você em muitos pontos. É um filme visualmente perfeito, mas está longe desse patamar que as esmagadoras críticas positivas o colocaram. É um blockbuster muito bem realizado, e fora a tecnologia digital, acaba sendo mais do mesmo. O melhor filme de Cuarón continua sendo Filhos da Esperança.

    Um grande abraço!

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  5. […] do cientista da Nasa. Resumo, o bolo é esburacado, deformado, q beleza gráfica apenas repete Gravidade, mas já perdeu o sabor de […]

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