Até o Fim

ateofim

All is Lost (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Desde Náufrago (Tom Hanks sozinho naquela ilha) temos nos acostumado com esse gênero de filmes, onde personagens isolados passam por terríveis e improváveis dificuldades (127 Horas, As Aventuras de Pi, Gravidade). E dentro desse gênero, o diretor e roteirista J. C. Chandor não foge à regra dos clichês estabelecidos.

Sua história é a de um único homem (Robert Redford), sem nome, sem informações pessoais, apenas um homem. Depois de um pequeno incidente com seu barco, Chandor filma Redford e a imensidão de céu e mar, cada mínima dificuldade em tom vagaroso, mas quase um live-action. A chuva, o vento, o sol, a água que invade a embarcação. As velas, o casco rasgado, e os movimentos dificultosos de um septagenário, sozinho e à deriva.

Quase sem falas, o filme é todo de trilha sonora (funcionando como gol contra), edição que tenta quebrar a cadência do ritmo da atuação, e Redford, que mostra todo seu vigor físico, e o sofrimento estampado no rosto (com destaque em um ou dois momentos). Enquanto o filme não se decide, quebrando o suspense que cria, negando a ação, flertando com o melodrama, mas, acima de tudo, sendo essa coisa tão verossímil, Redford vai dando a verdadeira razão de existir a todo esse trabalho.

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Um comentário sobre “Até o Fim

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